Programa Biota

Lançado em março de 1999, o objetivo do Programa FAPESP de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP) é conhecer, mapear e analisar a biodiversidade, incluindo a fauna, a flora e os microrganismos, mas, também, avaliar as possibilidades de exploração sustentável de plantas ou de animais com potencial econômico e subsidiar a formulação de políticas de conservação dos remanescentes florestais.

O Programa BIOTA-FAPESP foi denominado o Instituto Virtual da Biodiversidade por sua forma de organização, integrando pesquisadores de várias instituições e estudantes via internet. Cientistas das principais universidades públicas paulistas, institutos de pesquisa e organizações não governamentais participam de projetos para conhecer, mapear e analisar a biodiversidade distribuída em ambientes terrestres, marinhos e em outros ecossistemas, bem como propor alternativas e políticas públicas para preservá-la. O BIOTA-FAPESP envolve mais de 1.200 profissionais (900 pesquisadores e estudantes de São Paulo, 150 colaboradores de outros estados brasileiros e 80 do exterior).

Os 84 projetos de pesquisa apoiados até 2008 resultaram na identificação e descrição de 500 novas espécies de plantas e animais, formação de 180 mestres e 60 doutores, registro de informações sobre mais de 12 mil espécies e bancos de dados com o conteúdo de 35 coleções biológicas. Um esforço que pode ser traduzido na publicação de 700 artigos em periódicos científicos, 20 livros e dois atlas.

As informações produzidas pelo Programa BIOTA-FAPESP (www.biota.org.br) estão em bancos de dados abertos à comunidade científica do Brasil e do exterior. A padronização das coletas permitiu a construção do Sistema de Informação Ambiental, SinBiota (http://sinbiota.cria.org.br), que cadastra e integra as coletas de plantas ou de animais realizadas no Estado de São Paulo com coordenadas geográficas, que podem ser consultadas a partir do nome científico da planta ou do animal, do nome do coletor, da localidade ou da data de coleta.

O SinBiota está assentado sobre uma base cartográfica com os remanescentes de vegetação nativa, áreas reflorestadas com espécies exóticas (Pinnus e Eucalyptus), as unidades de conservação, a rede de rios e de estradas e as áreas urbanas. Esta é a segunda base de dados: o Atlas do Programa BIOTA-FAPESP, que incorpora o Inventário Florestal de São Paulo, levantamento coordenado pelo Instituto Florestal. Feito a partir de de levantamentos de campo, de fotos aéreas e de imagens de satélite, o Inventário monitora a área ocupada pelos remanescentes de vegetação nativa do Estado de São Paulo.

Em sistema mais amplo, o SpeciesLink (http://splink.cria.org.br), estão acumulados 2 milhões de registros de dados resultantes das pesquisas ou contidos em acervos de coleções biológicas nacionais e estrangeiras.

Outros desdobramentos do BIOTA-FAPESP são a revista científica eletrônica Biota Neotropica (www.biotaneotropica.org.br), com resultados relevantes de estudos sobre a biodiversidade da região Neotropical, associados ou não ao Programa, e a Rede Biota de Bioprospecção e Bioensaios (BIOprospecTA – www.bioprospecta.org.br), que integra grupos de pesquisa do Estado de São Paulo que atuam, direta e indiretamente, com a prospecção de novos compostos de interesse econômico em microrganismos, fungos macroscópicos, plantas, invertebrados (inclusive marinhos) e vertebrados.

Em 2007, o Programa produziu, junto com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, uma série de mapas que constituem o suporte científico para orientar as estratégias de conservação, preservação e restauração da biodiversidade nativa do Estado de São Paulo.


Comunicado conjunto sobre a transferência do Sistema de Informação da revista Biota Neotropica e do website da Rede BIOTA de Bioprospecção e Bioensaios (BIOprospecTA)

Site do programa BIOTA-FAPESP: www.biota.org

 

fonte: FAPESP